EM BUSCA DUM CAMINHO


 



EM BUSCA DUM CAMINHO

Encontro ao fim da tarde…

Sinto na minha pele o calor do Sol que, de mansinho, desce até ao mar. Vejo com os meus próprios olhos, os reflexos deste dia. A minha alma deixa transparecer as sensações que fui colhendo duma vivência, dum encontro com a essência das coisas.

Este céu que se abre à minha frente, dá-me a ilusão da liberdade que quero alcançar. O mundo, que está para além deste espaço fica esquecido nas brumas da memória destes seres amadurecidos pelas experiências da vida. Fica no ar a impressão duma mudança nos rumos estabelecidos, uma vontade de trilhar caminhos mais amplos, mais adequados às suas características e condição, sem esquecer o que foi percorrido, com a certeza das dificuldades que, naturalmente se vão apresentando. Pondo à prova a determinação e a vontade de vencer, respeitando as diferenças, com a liberdade de ser e de estar, para nos aproximarmos ou afastarmos de acordo com o sentir que se manifesta. Tomamos consciência das nossas necessidades, sejam elas biológicas ou afectivas, passando pelo entendimento daquilo que nos aproxima ou afasta dos outros, das coisas e dos lugares. Atingimos a maturidade, quando emancipados, podendo decidir o que melhor nos serve, ou que podemos servir. As expectativas nem sempre têm o apoio incondicional do nosso ser mais profundo, sabendo que a harmonia, a todos os níveis, é difícil de alcançar por estarmos condicionados pela sociedade e a religião. O livre arbítrio governa apenas o modo como podemos actuar, de acordo com as circunstâncias ou condições. Nada é permanente ou definitivo!

 

Num momento de pausa, fazendo silêncio, tomo consciência da etapa em que me encontro, esperando as respostas dos deuses, sem que seja preciso fazer perguntas… Ao voltar a este tempo, constato que, como é vital parar e pensar, deixando fluir a energia, entrando em sintonia com a circunstância, e continuar a acreditar na mais valia do que é possível alcançar a cada passo! A relação com o grupo de almas faz parte duma necessidade de sentir que estou só, mas não sozinha, por isso, há esta vontade, que me anima a partilhar sentires e memórias, que poderão servir de espelho a quem as recebe.

                OM SHANTI OM

                   


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