TÃO LONGE, TÃO PERTO...
TÃO LONGE, TÃO PERTO…
As
circunstâncias actuais, como resultado de tantos acontecimentos que escapam à
nossa vontade, mas às quais estamos sujeitos de alguma maneira, levaram a que
se fosse dando uma alteração nos comportamentos relacionais. A globalização e a
tecnologia cada vez mais avançada, tem dado origem a um diferente modo de nos
contactarmos, dando-nos a ilusão de que continuamos a estar próximos, tão
longe, tão perto, acabando por arranjar uma forma de nos mantermos em contacto
com aqueles que fazem parte do mosso círculo de afectos, sejam familiares ou
sociais. As comunicações passaram a ser reflectidas em emojis e algumas curtas
palavras, que vão expressando, apesar de tudo, o afecto que persiste mesmo à
distância.
Acho que
todos sentimos a falta de abraços, de nos olharmos olhos nos olhos e, até, de
sentir a energia que perpassa quando em presença. O calor humano faz parte do
sentido de pertença ao grupo de almas que nos calhou, e o som das palavras
proferidas tem claro, outro sentido! Ao mesmo tempo, esta situação tem-nos obrigado
a desenvolver mais a criatividade, para que a expressão do nosso sentir se
mostre mais efectivamente, deixando aos que são alvo do nosso afecto, a
imaginação, com a memória do tempo em que as presenças eram repetidas
regularmente. Ter boas lembrança também compensa, em certa medida, pois são as
marcas indeléveis do tempo em que os contactos eram mais consistentes e daquele
outro jeito!
Creio
ser um privilégio conseguir manter activos os contactos que fazem parte do meu
sentir mais profundo, a manter a confiança no amor incondicional, e continuando
a acreditar que vale a pena ser e estar aqui.
OM SHANTI OM

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